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Mercado Imobiliário no pós pandemia

Esse “fenômeno obscuro” tem data de validade, e nós estamos focados em trabalhar neste cenário de incertezas para trazer conteúdo de qualidade e nos posicionar.

Como o mercado está reagindo e quais são as expectativas em torno de um futuro próximo?

Foto por Guilherme Pupo.

Retrospectiva

Em nossa última postagem, falamos sobre nosso posicionamento perante uma doença assombrosa como esta. Também falamos que somos otimistas e vemos as coisas de uma forma positiva, mas logicamente, sem ignorar a realidade ao nosso redor. Justificamos essa posição em nossas crenças, e acreditamos fielmente na capacidade coletiva de enfrentar desafios, afinal temos uns aos outros.

Falamos também sobre os números da COVID-19 que são realmente muito sérios, pois além da questão humanitária e médica (mortos e infectados), as questões sociais são muito complexas, tais como o desemprego nos EUA e a “pancada” que os médios/pequenos/micro negócios estão sofrendo em todo o mundo.

No Brasil, segundo os especialistas já entramos no pico da doença no país e alguns algoritmos dizem que em breve (2 semanas) o SUS sofrerá um colapso.

Nos acompanhe em mais uma pequena jornada, lembrando que apesar de tudo, temos motivos para celebrar. Estamos vendo os grandes esforços dos governos, empresários e das grandes organizações gerando resultados incríveis.

Nesta semana voltamos para retomar a última conversa, porém de uma perspectiva diferente. O objetivo desta publicação não é focar na questão da doença em si, mas, nos impactos que ela gera no mercado imobiliário, um dos grandes motores dessa nação.


O poder do Exemplo


Para a carreira de um atleta de alta performance o objetivo principal é certamente fazer parte do pódio olímpico do seu país. E, se possível levar o Ouro para casa.

Mas, o fato de chegar na equipe olímpica por si só já é gratificante e recompensador.


Nem todos conhecem a história de Yursa Mardini, nadadora síria, que representou a comissão olímpica de REFUGIADOS, estreiando no Rio de Janeiro em 2016.

Apesar da jovem de 23 anos ter sido ovacionada ao chegar em primeiro lugar numa bateria de natação nas eliminatórias, sua performance não foi suficiente para chegar ao pódio. Ainda assim ela declarou: “ É um sentimento incrível estar ao lado de tantos bons nadadores. É uma grande satisfação poder competir com eles.”

Você deve estar se perguntando o que uma nadadora refugiada do oriente médio têm a ver com os impactos do COVID-19 no mercado imobiliário... Mas, a pergunta certa a se fazer é: o que ela tem a nos ensinar?

De forma resumida, ao tentar escapar das guerras no seu país, no caminho da Síria para a Alemanha (rota marítima), depois de ser interceptada pela Guarda Costeira, empreitou uma segunda tentativa. Estava com sua irmã mais nova e mais 20 pessoas dentro de um barco com capacidade para 7 pessoas.

Inacreditavelmente, o motor o barco parou de funcionar no meio do mar.


Yursa decidiu tomar as rédeas da situação, e pulou no mar com outras 3 pessoas para carregar o barco à nado por cerca de 3h30min.

Com o preparo físico de atleta, uma corda e com muita força de vontade ela superou totalmente seus limites.

Yursa passou de atleta à embaixadora da ONU, juntando-se com a atriz e ativista Angelina Jolie, também encontrou-se com o Papa Francisco e com o então presidente americano Barack Obama. Em 2020 começará a ser produzido o primeiro filme sobre a história de vida da atleta.

A moral da história cabe neste momento como uma luva, pois muitos de nós estamos “à deriva” neste grande mar que é o mercado, à espera de definições de redução de impostos, rezando para que alguma ajuda caia do céu. E este é o momento de pular fora do barco e nadar, começar a trabalhar mais, colocar mais energia e mais ação, guiadas por pensamentos elevados e positivos. O que moveu Yursa no momento mais crítico de todos, é o que deve mover a todos nós agora.


Retomando o assunto principal


Trazemos de forma objetiva as maiores preocupações que temos em vista de um futuro próximo no contexto do mercado imobiliário.

Na série Haus, da edição online do Jornal Gazeta do Povo foram publicadas as leituras de analistas especializados da Brain Inteligência Corporativa. Nesta leitura, concluem que há queda expressiva na intenção de compra de imóveis após conduzir uma pesquisa que foi divulgada no início de Abril. Porém, dizem que “é uma queda boa, por assim dizer, porque ela não é trágica. Seria estranho se 20% das pessoas falassem que desistiram da compra em um momento em que já [se vivia o isolamento social em várias cidades do Brasil] e em que elas já estavam totalmente conscientes sobre o problema, é trágico se tivesse caído para 80%”, avalia Fábio Tadeu Araújo. "Esta queda de 45% pode ser entendida como uma leitura de medo, não de pânico”, completa Guilherme Werner, ambos sócios da Brain Inteligência Corporativa, responsável pela pesquisa.

Fábio ainda acrescentou que o pânico que o empresariado viveu vai começar a diminuir com as medidas econômicas, e que somente 2% dos incorporadores já decidiram cancelar os lançamentos. “Sendo assim, nós ainda acreditamos que neste ano teremos certa volta à normalidade, mesmo que não como a imaginada no início de 2020”, defende Araújo.

Se conseguirmos conter o avanço do contágio, o setor de incorporação retornar à normalidade em cerca de dois ou três meses, como acrescentou em live transmitida pela AG7 Realty no Instagram.

O fechamento parcial de fronteiras, cancelamento de eventos para evitar aglomerações e fechamento do comércio afetaram o mercado até o momento. A bolsa de valores sofreu quedas sérias e foi até fechada por alguns dias. O índice que mede o desempenho de fundos imobiliários já caiu 24,7%.


A tendência é que imobiliárias experimentem uma queda nos aluguéis também. Os shoppings, por exemplo, já anunciaram que não devem cobrar aluguel enquanto as lojas continuam fechadas.


Foto por Guilherme Pupo.

De forma objetiva

Queda nas vendas e aluguéis, distratos em massa, grande dificuldade em incorporar o home office por falta de estrutura ou de alinhamento cultural (a temida transformação digital, da qual somos grandes amigos) e aumento da inadimplência devido ao desaquecimento econômico e aumento do desemprego além dos óbvios atrasos na entrega das obras e projetos.

Esperam-se dificuldades na aprovação de projetos, e na captação de recursos pelas incorporadoras para a aquisição dos terrenos, o que pode inviabilizar o desenvolvimento dos empreendimentos imobiliários pretendidos.

Por outro lado, as medidas de natureza econômicas e no que tange a esfera judicial, espera-se a aplicação do conceito de caso fortuito ou força maior, abrangendo as construtoras e incorporadoras, para abrandar as relações contratuais.

De fato, os efeitos do novo coronavírus no mercado imobiliário são inevitáveis. No entanto, se tomarmos medidas para atenuá-los, investindo em relacionamento do cliente e tecnologia iremos manter os contratos e inclusive fechar novos negócios neste período.

É momento de aproveitar a oportunidade para se aprofundar, estudar projetos, e manter-se o mais próximo possível de clientes e parceiros. Fazer a tarefa de casa da maneira mais positiva que podemos, e seguindo o conselho de Yursa “depois da tempestade vêm a calmaria, não deixe de acreditar”.

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